quinta-feira, 3 de março de 2011

É verdade que ele pegou uma faca de cozinha bem afiada, enquanto pensava se teria em algum lugar guardada uma corda, em dúvidas caminhou até seu quarto, e chorando viu no seu lençol lágrimas misturando-se ao sangue se derramando. Não aguentava sua vida e ela nunca vinha pra finalmente o salvar daquele inferno psicológico em que vivia, uma Deusa, aquela, a Sua deusa. A promessa ficava no passado parecendo uma distante bobagem. Ele não sentia dor física, a vontade de acabar com tudo tomava conta do seu cérebro, do seu corpo, da sua vida. Um pequeno raio de sol invadiu seu quarto através da janela, completamente direcionado para seu sangue. Que brilhava, cintilava, cor vivíssima... Então ele olhou com tanta dor para fora de seu janela, e sabia o que fazer, era fazer oque queria, e sabia o que queria. E ele não a esqueceu, meteu-se em lugares que nunca imaginaria estar, somente para que, encontrá-la. Não sentia mais nada ruim pois estava em busca da sua vida e sabia que a encontraria. Foi no seu longo caminho... lhe faltou tudo, e foi assim, acreditando em uma promessa, que ele morreu.


Rafaela Schmitt

Um comentário:

  1. UAU, como você escreve muitíssimo bem. Parabéns mesmo.

    Beijos.

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