quinta-feira, 28 de julho de 2011

Run away.



Então eu venho aqui escrever hoje por que eu tô realmente, extremamente, completamente explodindo de cansaço. Eu ultimamente tenho andado com uns nós no peito dificílimos de desatar, tento deixar pra lá na esperança de que eles sejam a causa de eu não precisar mais respirar, infelizmente não funciona. Acho que os nós são meio psicológicos. Qualquer pessoa que me escutasse reclamando da vida não entenderia, disso eu tenho certeza. Mas, é óbvio. Eu tenho só 17 anos, estudo, trabalho de tarde só 4 horas, saio as vezes, tenho meus amigos, tenho atenção da minha família. Mas só eu tenho essa mente aqui, sabe. E tudo isso tem defeito. Eu não aguento mais a mesma coisa sempre. Os mesmos horários, as mesmas pessoas, as mesmas conversas, as mesmas reclamações, sempre sempre o mesmo. A minha vontade é tão forte de me trancar dentro do meu quarto e só sair pra ir no banheiro, sem ninguém pra ficar perguntando "ai oque tu tem?". Vontade de bater a cabeça numa pedra e esquecer tudo que já vivi até aqui. Vontade de sair correndo rumo a qualquer lugar muito longe, sem deixar nenhum vestígio de que um dia existi aqui.
Tô cansada demais, não dá pra falar... ninguém vai me ajudar, ninguém vai me salvar. E ninguém vai me entender, é claro, é tudo tão leve o que eu sou obrigada a fazer.
Eu tenho tanta certeza que eu não sou daqui. E não é brincadeira, esse mundo não é pra mim. Eu sou muito mais do que todas as dores daqui, eu deveria ter nascido não sei, no contrário disso. Tudo que o mundo tem de ruim, eu tenho de angústia. Eu deveria... deveria só dizer "tô indo, cansei. :)" Mas não dá, como uma boa (e boba) pessoa, eu espero mais do que um fim sem drama.

R.Schmitt.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Essa certeza que nunca tive..

Eu posso jogar o passado pra cima e sair correndo pra que ele nunca mais cruze o meu caminho e entre na minha cabeça. Posso trocar tudo que tem no mundo por um único momento que faz tempo que eu desejo; o momento de viver pra sempre esse momento. Um adeus que não seja o mesmo que eu vivo ensaiando, posso dizer facilmente. Eu só preciso ter certeza, mas não essa certeza que de tão incerta dói quase a toda hora. Sabe, uma certeza bonitinha, completa, fervendo, estampada no azul do céu, que dê pra ler até mesmo na escuridão total da noite.

Mas, nunca vem, e assim como o tempo passa começo a pensar a mesma coisa de varios ângulos, e acabo concluindo (e sempre esquecendo) que talvez querer essa certeza seja ingênuo, inocente e ardente. E que ela, em si, de tão utópica seja patética.


R.Schmitt

Boa sorte.

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Um dia, outro dia, outro e outro. Tantos dias. Dias que somem. Dias efêmeros. Dias que morrem. E, incrível, ninguém entende. Sem mãos pra te reerguer. Menos ainda pra te segurar. Curte a tua dor sozinho, por que ninguém vai parar para ser empático e te assistir. Portanto, a magia é resistir.


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R. Schmitt

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Ur beautiful wings.


Eu sei como é difícil largar, mas vamos cortar essas asas e deixá-las voarem sozinhas para longe de ti e procurar um outro corpo para acampar, até que canse e perceba que igual a ti não há.
Vais aprender a viver sem as tuas queridas asas que te levavam ao céu mas também ao inferno em questão de segundos.
Deixe-as mudarem de cor, mesmo que tornem a acinzentar e em seguida a escurecer até tornarem-se negras, não interfira no seu processo, pois elas também hão de passar por isso.
Numa certa altura tu vai conseguir te manter perfeitamente em paz sem tuas asas, mesmo que em certas ocasiões doa um pouquinho lembrar-se delas e em como era fora do comum o que elas te proporcionavam.
Talvez esses dois buracos negros nas tuas costas onde elas se encaixavam tão corretamente chamem a atenção de novas asas perdidas, e tragam para ti um pouco mais de fantasia e novas experiências ao alto. E por mais que nenhuma delas te levem tão alto quanto as tuas primeiras, tu vai aprender a se acostumar, e estranhamente vai entender o motivo delas parecerem tão mais fracas, mesmo que não consiga explicar.
Lembrará daquelas antigas asas até o último segundo da tua vida, enquanto isso elas estarão perdidas por aí, tentando te encontrar em novos corpos, talvez um dia se encontrem novamente e por tamanho o medo que elas tiverem de nunca mais te encontrar outra vez, não saiam mais da tua vista.

Talvez nunca mais se encontrem.

Assim vai prosseguir até que o fim comece a derramar em cima de ti. E vai doer tanto aí dentro quando estiveres partindo, que chegará a desejar que elas estivessem ali para irem embora contigo.

Rafaela Schmitt

terça-feira, 12 de julho de 2011

Uma coisinha pra lembrar

As vezes a gente não vai conseguir o que a gente quer. Assim, só não vai. E não vai dar pra fazer nada.
Entende? Nem sempre dá certo, nem sempre há chances. Tudo que a gente pode fazer daí, é se conformar. Mesmo que não seja assim tão fácil. Um dia os dias não vão ser os mesmos e aquilo que te dói vai sumir da tua vista.
Mas... sempre vai haver uma coisinha pelo menos pra lembrar. E a gente tem que esperar, que essa "coisinha" nos faça sorrir e gostar do fato dela ainda existir. Pra que a gente pense: "bom, então valeu mesmo a pena. Não deu em nada, mas valeu a pena, ao menos, tenho certeza."

Rafaela Schmitt. :]

terça-feira, 5 de julho de 2011

Pelo menos...




Era uma guria que tinha como princípio básico o viver do presente como se fosse esta a última vez. Era uma guria que gostava de tudo com intensidade, que queria sempre fazer ser lembrado. Que não sabia bem o por que mas odiava finais, mudanças repentinas, falta de liberdade. Era uma guria que acima de tudo gostava de fazer tudo ser bonito. Até que um dia, ela começou a amar. E amou, e amou, e amou, tentando fazer aquilo dar certo. Ela, com o amor. E não tinha como simplesmente jogá-lo fora só por que não combinavam. Ele era insistente, exagerado, exigente. Pé no saco. Foi difícil lidar. Tanto que não lidou. Ele a prendeu = falta de liberdade. Ele acabou com ela inumeras vezes = malditos finais. Ele doeu tanto e por tanto tempo = cansaço. Cansar não é bonito. Eles não davam certo, de jeito nenhum. Mas, o pior de tudo era ter que deixá-lo. Por que, odiava o fim das coisas e achava aquilo que sentia tão bonito e o futuro que esperava também e gostava de guardar memórias e viver intensamente e o amor era o máximo de intensidade que já alcançara e não queria deixar por ali por que queria ir até o fim por que queria viver como se fosse o ultimo dia e no ultimo dia queria que estivesse com o amor ali e o amor era passar o dia deitada na cama fazendo cócegas rindo tapeando mordendo atirando beijos apertando e ouvindo e dizendo to tão feliz de ta aqui contigo hoje! Portanto não o deixou. E ainda espera pra ver no que vai dar. Não tem nada, mas pelo menos tem amor.

domingo, 3 de julho de 2011

Passado escondido

Com todas essas reviravoltas... eu nunca vi aquelas cenas de filme, pergunto do passado e as respostas que obtenho pra mim não é o bastante. Acho que é o drama que me prende totalmente, se era proibido e escondido, era bonito, os dias de liberdade eram sonhados, os beijos sem culpa, as mãos suando de tão apertadas uma na outra, o olhar adorável e de extrema ternura quando se encontravam e sem precisar cuidar os olhares, o lugar, o jeito daquilo.
Assim mesmo como imagino, um presente perdido, esmagado por ignorâncias, hábitos, costumes inúteis. Queria ter sido não o que sou, queria poder voltar a ser algo inexistente e implanejável e dar toda a felicidade e o amor que iria mudar toda rota, o caminho. Cortaram todos os laços, a dor dói em mim por uma cena talvez até que não houvesse existido: cruzando a rua com olhar baixo pra ele querendo com tanta força correr e abraçar e dizer me tira daqui! É natural encontrar e perder, li por aí. É injusto, não é? Foi amor, e foi embora assim. O futuro depois o quanto foi de maravilhas? Aqueles olhares todos intensos e sonhadores que imagino em estradas de chão,tão perto e a distância acabando com cada pedacinho, tudo, tudo. Eu não vejo esses olhares aqui, nem em palavras escuto ternura, não cheiro carinho, não vejo amor, eu queria ver amor tanto. E é por isso, por isso tudo pode ser tão errado, desnorteado, dissimulado, desimportado. Mas quem decide é quem sabe se importa ou não importa, tão fácil e prático... eu já teria explodido.

Rafaela Schmitt